É possível justiça gratuita para empresas?

Por Couto & Sasso Advocacia

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A justiça gratuita é um direito essencial para garantir o acesso igualitário ao Poder Judiciário. Muitas pessoas conhecem esse benefício para indivíduos, mas será que ele também se aplica a empresas? Afinal, uma empresa pode solicitar justiça gratuita em um processo judicial? Como funciona essa possibilidade e quais são os critérios exigidos?

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Essa dúvida surge frequentemente entre empresários e advogados que lidam com a hipossuficiência financeira de uma empresa. Empresas, assim como pessoas físicas, podem passar por dificuldades econômicas, seja devido a crises, eventos inesperados ou outros fatores. Diante desse cenário, é fundamental compreender se a legislação permite a concessão desse benefício para empresas e quais são as exigências legais para a obtenção da justiça gratuita.

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Empresas Têm Direito à Justiça Gratuita?

Inesperadamente, muitas pessoas desconhecem que a justiça gratuita também pode ser concedida a empresas. De acordo com o artigo 5º da Constituição Federal, o acesso à justiça é um direito fundamental, e isso inclui tanto pessoas físicas quanto jurídicas.

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Analogamente, a Súmula 481 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reforça essa garantia:

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Súmula 481 do STJ: Faz jus ao benefício da justiça gratuita a pessoa jurídica, com ou sem fins lucrativos, que demonstrar sua impossibilidade de arcar com os encargos processuais.

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Portanto, uma empresa pode sim solicitar esse benefício, desde que comprove sua real incapacidade financeira para custear as despesas judiciais.

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Como Empresas Podem Solicitar a Justiça Gratuita?

Para que uma empresa obtenha o benefício da justiça gratuita, é necessário seguir alguns critérios específicos. Conforme previsto no Código de Processo Civil, o pedido pode ser feito em diferentes momentos do processo:

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  1. Na petição inicial – No início da ação judicial.
  2. Na contestação – Caso seja ré em um processo.
  3. Na petição para ingresso de terceiro – Quando participa de um processo já existente.
  4. Em recurso – Durante a fase recursal.
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Surpreendentemente, o juiz não pode indeferir o pedido sem antes dar à empresa a oportunidade de comprovar sua situação financeira.

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Documentos Necessários para Comprovação

A empresa precisa apresentar documentos que demonstrem sua real incapacidade financeira. Entre os mais utilizados, destacam-se:

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  • Balanços contábeis e demonstrações financeiras;
  • Declaração de Imposto de Renda;
  • Comprovantes de endividamento e inadimplência com fornecedores;
  • Relatórios de fluxo de caixa.
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Afinal, diferente das pessoas físicas, que têm sua alegação de insuficiência presumida como verdadeira, empresas precisam comprovar a impossibilidade de arcar com os custos do processo.

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O Que Acontece Se o Pedido For Negado?

Caso o juiz negue a solicitação de justiça gratuita, a empresa pode recorrer. Para isso, pode ser interposto um agravo de instrumento, contestando a decisão. Além disso, a parte contrária pode impugnar o pedido caso apresente provas de que a empresa possui condições financeiras para custear os encargos do processo.

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Efeitos da Concessão da Justiça Gratuita

Importante destacar que a concessão desse benefício tem efeitos ex nunc, ou seja, não retroage. Isso significa que a empresa ficará isenta das custas apenas a partir do momento em que o pedido for deferido, sem abranger despesas anteriores.

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Alternativas à Justiça Gratuita para Empresas

Em alguns casos, métodos alternativos de resolução de conflitos, como mediação e arbitragem, podem ser mais vantajosos. Esses meios evitam custos processuais elevados e oferecem soluções mais rápidas e eficientes.

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Conclusão

Certamente, a justiça gratuita pode ser concedida a empresas, desde que seja comprovada sua incapacidade financeira. A legislação e a jurisprudência garantem esse direito, mas o processo exige documentação robusta e pode ser contestado pela parte contrária. Dessa forma, para garantir o acesso à justiça sem comprometer a atividade empresarial, é essencial estar atento aos requisitos e seguir corretamente os procedimentos legais.

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