Inventário extrajudicial: como fazer no cartório

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O inventário extrajudicial permite resolver a partilha de bens de forma mais rápida e menos burocrática diretamente no cartório. Muitas famílias desconhecem essa possibilidade e acabam enfrentando processos judiciais longos e desgastantes. Mas será que qualquer caso pode seguir esse caminho?

Você já se perguntou se é possível evitar um inventário na Justiça? Ou quais são os requisitos para realizar esse procedimento em cartório? Ignorar essas regras pode gerar atrasos e até invalidar todo o processo.

Entender como funciona o inventário extrajudicial ajuda a economizar tempo, reduzir custos e evitar conflitos. Com a orientação correta, a regularização dos bens pode ocorrer de forma simples e segura.

Quais são os requisitos para fazer inventário extrajudicial?

Todos os herdeiros precisam ser maiores e capazes. Além disso, deve existir consenso entre as partes.

A inexistência de testamento também é requisito essencial. Caso exista, a via judicial pode ser necessária.

A legislação prevê esse procedimento na Lei nº 11.441/2007: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11441.htm

É obrigatório ter advogado no inventário em cartório?

Sim, a presença de advogado é obrigatória. Ele pode representar todos os herdeiros ou cada um pode ter seu próprio profissional.

O advogado orienta sobre a partilha e garante a legalidade do procedimento. Sua atuação evita erros e conflitos.

A exigência está prevista na legislação brasileira. O objetivo é assegurar segurança jurídica.

Quais documentos são necessários para o procedimento?

Os herdeiros devem apresentar documentos pessoais e certidão de óbito. Também é necessário reunir documentos dos bens.

Certidões negativas e comprovantes fiscais podem ser exigidos. Cada caso pode demandar documentação específica.

A organização prévia acelera o processo. Isso reduz exigências do cartório.

Quanto tempo demora um inventário extrajudicial?

O prazo depende da organização dos documentos e da complexidade dos bens. Em geral, o procedimento é mais rápido que o judicial.

Em muitos casos, pode ser concluído em poucas semanas. A agilidade é uma das principais vantagens.

A ausência de conflitos contribui diretamente para a rapidez. O consenso entre herdeiros é essencial.

Quais são os custos envolvidos?

Os custos incluem taxas de cartório e honorários advocatícios. Também há incidência de impostos, como o ITCMD.

O valor varia conforme o estado e o patrimônio envolvido. Cada situação possui particularidades.

O planejamento prévio ajuda a evitar surpresas. A transparência facilita a organização financeira.

Conclusão

O inventário extrajudicial oferece uma alternativa rápida e eficiente para regularizar bens após o falecimento, desde que cumpridos os requisitos legais. Com organização, consenso entre herdeiros e orientação jurídica adequada, o procedimento pode ser concluído com segurança e agilidade no cartório.

Dr. Thiago Couto

Dr. Thiago Couto

OAB/SP 294.415
Advogado especialista em diversas áreas do Direito, sócio fundador do escritório Couto & Sasso Advocacia e consultor jurídico. Especialista em Direito e Processo do Trabalho (ESA-OAB) e em Direito de Família e das Sucessões (ESA-OAB). Bacharel em Direito (UNIFIEO), com atuação voltada à solução eficiente de conflitos e atendimento jurídico humanizado.
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